Desde que me conheço por gente ouço, na semana do meu aniversário, minha mãe relembrando o que estava fazendo em determinado momento, como foi a ida ao hospital, a hora exata em que nasci. Sempre achei legal esse tipo de nostalgia, embora sempre a tenha visto com os olhos de filha. Tenho que reconhecer que é bem diferente quando se está do outro lado - e, por isso, preciso pedir desculpas à minha mãe por não ter correspondido sempre como ela merecia durante essa sessão recordação.
Hoje, quando meu filho está completando seu primeiro ano de vida, é inevitável não fazer o mesmo. Até porque, como faz pouco tempo (?), ainda recordo com detalhes muito vivos daquela segunda-feira tão colorida, na qual me preparei para a chegada do milagre da minha vida.
Ele nasceu às 20h47min, mas desde a meia noite do dia 24 de setembro eu já estava em plantão mental. Apesar da ansiedade natural de quem esperou nove longos meses por esse momento que muda a vida de toda mulher, dormi tranquilamente, tanto na madrugada quanto ao meio dia, já que não podia comer mais nada desde as 10h da manhã. O Facebook e o meu celular, naquela época, eram só boas vindas ao Caio, com desejos de muita saúde e alegria.
Lembro-me claramente de percorrer o trajeto até o hospital (que é longo) ouvindo minha mãe e minha sogra confabulando sobre o que estava por vir, mas eu estava concentrada demais aproveitando as últimas horas de barrigão. Por mais ansiosa que estivesse para o nascimento, não posso reclamar da minha gravidez. Foi tudo tão perfeito, tão tranquilo, que sinto saudades até hoje da barriga mexendo, da sensação de proteção que hoje caiu pela metade, já que ele não está mais dentro de mim e eu não posso controlar tudo.
Apesar de o tempo se arrastar quando queremos muito que ele passe, não dá para dizer que foi uma eternidade até chegar a hora do parto. Eu estava muito tranquila, apesar de o Eduardo, nervoso, tentar aparentar tranquilidade (embora a curiosidade para descobrir para que servia um botão na sala de pré-parto denunciasse toda a sua inquietude). A anestesia, sim, me causava certo medinho, mas a anestesista me deixou muito tranquila, narrando cada sensação que eu sentiria.
O parto foi muito tranquilo, também. Lembro das luzes, do Eduardo mexendo nos meus cabelos, da obstetra e das outras médicas conversando durante o ato e ouvindo música bem boa, por sinal. Lembro muito bem de sentir os espasmos do meu útero em virtude da necessidade de trazer o bebê à luz. Lembro, sobretudo, de não ter notado que o tempo passou, pois pareceu muito pouco tempo desde o início da cirurgia até aquele chorinho que eu havia esperado tanto para ouvir. E... é meu? Esse bebezinho é meu, mesmo? Saiu de mim? Parece, mesmo, um milagre! Fabricamos uma pessoa! Uma pessoinha frágil e indefesa que vai depender de mim por um bom tempo.
Hoje, esse bebezinho não existe mais. Pouco a pouco, ele foi dando espaço a um menino incrível, carismático, risonho, carinhoso, espertíssimo e muito, mas muito feliz! A cada avanço do Caio, sua personalidade se molda mais visivelmente. Ele é genioso, sim. É muito persistente quando quer algo que não pode ter. Consegue quase tudo com um sorriso largo, uma careta de bichinho e uma frase longa que ninguém entende. É corajoso e valente... não chora por qualquer coisinha. É uma mistura muito perfeita de mim e do pai dele. É liiiiindo demais, e isso não é só aos olhos da mãe. É a combinação que pedimos a Deus. O melhor de mim, com o melhor do Eduardo. É o nosso produtinho, que está crescendo e atingindo o primeiro grande marco rumo à sua evolução. E, se há mesmo um Deus que olha por todos nós, há um caminho cheio de luz e de alegria esperando pelo meu filho. Porque o meu já é assim, desde que ele me foi confiado.
Que é pra eu cuidar... que é pra eu amar...
Feliz aniversário, meu filho. Te amo muito, muito, muito!
=)





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