Tá aí um assunto que vem me tirando o sono nos últimos dias. Eu só volto a trabalhar no dia 21 de fevereiro, mas, mesmo assim, parece que já é semana que vem. E vai ser mesmo, em breve... pois, na velocidade em que o tempo anda passando, em seguida já vai chegar aquele triste dia em que eu vou ter que deixar meu pimpolho e voltar ao trabalho.
Por um lado, estou ansiosa; por outro, estou apavorada! É claro que quero retornar, gosto muito do que faço, AMO os meus amigos e colegas do trabalho e estou morrendo de saudade de todos. É muito bom saber que vou voltar às minhas funções, a pensar em mais de uma coisa por vez e a me sentir, de novo, a profissional que eu sempre fui. Mas isso tudo quer dizer que vou abdicar da companhia, dos cuidados e da delícia que é estar 24 horas por dia com o meu filhote... dois dias na semana serão muito pouco para aproveitar o meu Caiozinho! Sem contar a nossa rotina, que será apertadíssima: no primeiro mês ainda será mais tranquilo, pois ele vai ficar com a vovó Maribel, que fará a adaptação dele na escolinha, e eu sairei duas horas mais cedo, já que ele mama no peito. Mas depois... vai ser dose! Isso porque eu trabalho BEM longe de casa e vou pegar um trânsito caótico na ida e na volta. Terei de deixar o meu filho na escolinha assim que ela abrir, para pegar um trânsito um pouco melhor e chegar a tempo no trabalho. O mesmo será na volta: vou precisar sair correndo para chegar antes de a escolinha fechar, às 19h. A escolinha fica na minha cidade, Canoas; eu trabalho em Porto Alegre, num local bem afastado. Eu vou de carro; o Eduardo, de moto. Isso quer dizer que eu é que farei a correria diária para que o Caio chegue e saia no horário e para que, consequentemente, eu mantenha os meus horários também. Aí vamos chegar em casa, provavelmente, quase 20h, eu vou ter que lavar roupinhas sujas da escola, dar banho, dar mamá, brincar um pouquinho e pô-lo para dormir cedo, pois no dia seguinte acordaremos bem cedo de novo... e já era a minha porção de dia com o meu filhote. Aaaaah, Deus, eu vou morrer de saudades!
Eu sei, eu sei. Esse é o mal da mulher moderna. Já vi isso uma infinidade de vezes, já li vários artigos sobre o retorno da licença maternidade. A mulher de hoje em dia não pode se dar ao luxo de ficar em casa cuidando dos filhos e das coisas enquanto o marido trabalha. Obviamente, nem me passou pela cabeça (não seriamente) a ideia de largar tudo e ficar com o Caio. Não tenho vocação para dona de casa, não mesmo! E, por mais que eu ame demais o meu filho, não quero me privar de continuar me sentindo importante no quesito profissional (nem de sentir a importância - e PÕE IMPORTÂNCIA NISSO - do meu salário no fim do mês). Vai ser bom para ele, também, conviver com as crianças da idade dele, aprender a dividir, a ouvir, a esperar a sua vez... essas coisas que a mãe, o pai ou as vovós até tentam, mas só a prática ensina plenamente.
Viu só, como eu estou estudadinha? Já sei tudo de cor e salteado. Quero ver no dia 20 de fevereiro, onde estará toda essa minha teoria perfeita e, pior, a minha coragem. É como um abismo, não adianta... eu vou chegar à sua beira e vou ter que saltar, não tem como escapar ilesa. Milhões de mães já passaram por isso, por que justo eu não iria conseguir? É óbvio que eu vou conseguir!
Graças a Deus, minha sogra vai fazer a adaptação dele. Eu não resisto nem à vacina, quiçá àquele rostinho choroso na porta da escolinha pedindo para ficar comigo. É para acabar com a sanidade de qualquer mãe.
Sim... falta mais de um mês. Pode me chamar de exagerada, de apressada, de maluca. Eu aceito. E confesso. Também não me arrependo. A gente coloca no mundo sabendo que o filho é dele - do mundo - mais do que da gente. O que não quer dizer que não tenhamos vontade (e direito) de acompanhá-lo o máximo possível, querendo assistir a cada nova descoberta. Minha mãe faz isso até hoje, por que eu não haveria de fazer também? Estou tentando pensar pelo lado positivo: já comecei a planejar a rotina, os nossos horários, as estratégias para não perder tempo - com ele ou comigo mesma - e tudo o que for prático e não dependa de emoção. Isso me ajuda a ser mais firme e a aceitar melhor a inevitável e brusca separação que está por vir. E a valorizar o tempo de sobra que ainda tenho com o meu amorzinho. Vai passar voando... mas enquanto ainda não voou, eu quero aproveitar cada segundo.
=)




7 comentários:
Oi Amanda, nossa que nervoso, fiquei só imaginando como seria se eu também tivesse decidido voltar a trabalhar antes da Manuella completar seu primeiro aninho, fui lendo o que você postou e imaginando cada coisa que você ia descrevendo, um filme foi passando pela minha cabeça, só de pensar em ficar longe da minha pequena, de não poder ver cada descoberta dela eu já fico maluca, mais por outro lado sei que quando eu voltar, vou passar por tudo isso também e vou precisar das suas dicas. Desejo que esta nova etapa seja muito tranquila e que vocês sejam muito felizes! Beijos meus e da Manuzinha
Oi, Amanda!
Nossa, que turbilhão de emoções!!! Essa deve ser mesmo a etapa mais complicada da vida de uma mamãe. Porém, tenho certeza de que tu terás êxito; não, é claro, sem sofrer um pouquinho, sem sentir muita falta do baby, mas com o tempo irás te habituar e tudo correrá bem.
Não és exagerada, imagina! Se tu és, não sei o que resta para mim, pois ainda nem estou tentando engravidar e já modifiquei minha rotina e minha vida profissional tendo em vista o meu futuro filhote: deixei de trabalhar fora e passei a revisar como autônoma principalmente para poder ter meu bebê com maior tranquilidade. Faz parte do que chamo de "Projeto Bebê".
Penso que pessoas como nós, que desejam mesmo ter um filho e criá-lo com responsabilidade, arquitetam mentalmente todos os passos de uma rotina o mais próximo possível daquilo que consideram ideal. Quando é assim, cuidar "apenas" da casa e do filho, trabalhar em casa ou sair para buscar o sustento fora é indiferente, pois, qualquer que seja a opção, será posta em prática com coragem e boa vontade.
Desejo tudo de melhor para ti, o Caiozinho e o teu esposo. Que consigam cumprir todos os planos traçados e vencer a exaustão de cada dia de trabalho com momentos de amor e cumplicidade.
Beijão!
Gisele Schmidt Moitoso
Há pouco mais de 8 anos passei por isso, mas te confesso que superamos. Infelizmente o tempo passa, mas as coisinhas boas que vão surgindo, vão ocupando nosso tempo e assim vamos vivendo e sobrevivendo a nova realidade. Sempre ouvi que o importante é a qualidade e não a quantidade. Minha mãe sempre dizia isso quando eu chorava pq achava que minha filha gostava mais da tia da escolinha do que de mim, pq perdi um momento importante que outra pessoa passou com ela. A vida é assim e como vc mesmo disse é o desafio da mulher moderna. Você verá como tudo será mais tranquilo do que pensa. Estamos te esperando! Beijos
Já fazem 15 anos que passei por isso mas, ainda me lembro como se fosse hoje, e realmente o primeiro dia é interminável e inesquecivel e simplesmente terrível mas posso te dizer com toda certeza que a gente aguenta e sobrevive claro com muita dor no coração,e nos próximos dias vai melhorando, melhorando e quando a gente vê já se passaram 15 anos.....bjos querida e acalma teu coraçãozinho que esse é só a primeira das separações que temos que enfrentar quando decidimos ter um filho !!
Verdade, é a primeira de muitas separações que nós: mães, teremos de aprender a suportar, bem assim, pois suportamos, não nos conformamos. Tudo vai dar certo, palavra da mãe. Bjs, amo vocês.
Ele é lindinho Parabéns ,
Sonho tbm com meu principe ,
tentante a 4 meses ...
Estou te seguindo !!!
http://morenajanaa.blogspot.com.br/
Bjus Flor ...
Não é tão ruim assim, de manhã nem dá tempo de lamentar e sempre a tarde dá uma saldadinha, mas logo pego ele e ganho um sorrisão que não tem preço! Joyce.
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