Todo mundo diz, sabe e vê que a infância passa voando. Mais rápido ainda passa essa fase de bebezinho, desde o nascimento até o primeiro ano de idade. Deus do céu, como crescem! Num dia eles mal conseguem segurar o bico na boca; no outro, não só seguram, como tiram e botam da boquinha numa velocidade quase maior do que a que você usaria para fazer o mesmo. É assustador! Até semana passada, o Caio mal se virava sozinho no trocador. Aí, há dois dias, ele não só se virou, como pegou COM UMA MÃO SÓ o brinquedo que ali estava (e que é um cubo, ou seja, difícil de pegar com uma mãozinha e o corpo virado como uma minhoca), passou o brinquedinho para a outra mão e, claro, destino certo: pôs na boca! Fiquei eu ali, estatelada, percebendo que a esperteza dele deu mais um passo rumo ao infinito. Claro, durante o meu embasbacamento, ele jogou o brinquedo no chão, puxou o pezinho e, com uma elasticidade invejável, começou a chupar o seu dedão. Mais do que depressa, largou o pé e se virou novamente, para pegar a fralda descartável que estava acima da cabeça dele, abri-la todinha e, claro, enfiar na boca. E haja força para tirá-la dele - e paciência, pois aí a brabeza pega. Brabo?? Ele aprendeu a gritar (GRI-TAR) quando quer que a gente levante com ele no colo, aprendeu a puxar os próprios cabelinhos da nuca durante um acesso de raiva e, ao invés de berrar durante o choro, faz aquele barulhinho com a boca, como se estivesse soltando o ar entre os lábios com um buuuuuu. Irresistível! A gente se esconde para rir, para manter a pose de séria.
Tem também a fase fofa. Agora é só eu chegar com o rosto pertinho dele que, prontamente, aquelas duas mãozinhas deliciosas pousam sobre o meu rosto e ele me olha com uma cara de ternura sem fim, os olhinhos analisando os detalhes do meu rosto, me reconhecendo. "Esta é, sim, a minha mamãe". Quase sempre eu me seguro para não chorar (até porque, dois segundos depois disso, ele acha os meus cabelos e, aí, já era o momento emocionante. Ele se agarra, puxa e quer, como tudo nessa vida, colocar na boca). Quando eu acordo de manhã e ele já está acordado, quietinho, chego pertinho dele na cama e ele, ao me reconhecer, vira para o lado em que eu estou, sorri e põe a mão na minha bochecha. E é só eu dizer o nosso sonoro e diário "Bommm diiiiiaaaaaaa!", para ele dar uma risada gostosa, digna de uma metralhadora de beijos logo em seguida. Acordar com ele é tão maravilhoso quanto dormir. O meu filho é tão carinhoso e querido que eu rezo para isso nunca mudar.
Agora ele também come sopa. E COME, graças a Deus! Adora uma sopinha e toma um suquinho de laranja logo depois, de sobremesa. Isso quando não pede uma mamadeira, também. Apesar do bom apetite, ele está dentro do peso e muito saudável. Está ficando com cara de menino, não mais de bebezinho. A fase de recém-nascido passou voando, a de bebezinho pequeninho também. Ele já fez seis meses e eu já começo a pensar no aniversário... e a ficar saudosa. Dá vontade de guardar quase todas as roupinhas, porque elas têm significado.
Nós filmamos cada novidade, porque só a foto não vai ser o suficiente quando ele crescer e a gente ficar com saudade. Ele vai gostar de se ver pequenino, embora não vá valorizar cada mini avanço que ele mesmo tenha conquistado. E é porque tudo isso só passa uma vez que a gente precisa registrar, aproveitar, amar. Ele dorme comigo, sim, porque eu já passo horas longe dele e morro de saudades, assim como ele morre de saudades de mim. Daqui a uns anos, ele não vai mais querer tanto grude, e eu vou morrer de saudade. Então, não vou deixar de fazer nada por ser socialmente contraindicado. Vou fazer tudo para continuar próxima do meu filho, para que ele saiba que eu sempre estarei ali com ele. E não vou me arrepender, quando ele crescer e virar um adolescente rebeldinho, de ter feito tudo o que eu queria fazer e de ter aproveitado intensamente a fase em que ele mais terá demonstrado o quanto me ama, sem dizer uma só palavra.
Enquanto esses super avanços não chegam, eu vou curtindo as pequenas descobertas do meu super herói.
=)




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