Mãe nunca relaxa. Tá, isso eu já havia percebido, pois minha mãe é assim: pensa em tudo, toda hora... até em coisas que eu nem me ligo: se vamos a uma festa, ela lembra antes de mim que tem que lavar ou passar a roupa com antecedência. Se está chegando o verão/inverno e ela percebeu que estou muito tempo usando o mesmo calçado, eu sempre "ganho" um sapato que ela comprou e "não gostou, não vai usar". Ou ainda, se fico doente, ela sempre sabe exatamente o que fazer para eu me sentir melhor. Coisa de mãe, eu sempre pensei. Mas, lógico, depois que fiquei grávida, era constante a minha dúvida: será que eu vou ser/fazer para o meu filho pelo menos METADE do que a minha mãe é/faz para mim? Será que vou ter esse pique todo, esse sexto sentido, esse desprendimento incondicional para fazer o que quer que seja para que ele se sinta bem, amado, feliz?
Pois é... depois de dois meses e meio de Caiozinho, posso dizer: SIM! O negócio acontece mesmo, automaticamente, depois que se é mãe. Ainda ontem estávamos conversando sobre isso, eu e o Eduardo. Não existe, claro, uma avaliação para saber se estamos nos saindo bem como pais. O máximo que podemos fazer é uma auto-avaliação, já que a opinião alheia, como já vimos aqui, nem sempre ajuda do jeito que a gente precisa. Às vezes, no meio da noite, quando o Caio acorda e mama, dá aquela preguiiiiiça de levantar, trocar a fralda em meio a um chororô de soninho (ou mesmo com muitos sorrisos do meu bebê super bem humorado)... mas aí a mãe relapsa lembra da assombração constante da assadura, que vai e volta. OK... lá vamos nós. Assim como agora, que ele aprendeu a brigar com o sono toda vez que vai dormir, dá vontade de largar no berço e deixar chorando sozinho até dormir, ou mesmo de ceder ao que ele quer (que eu levante e fique andando pela casa, balançando-o e batendo na bundinha - agora é gostoso; depois, com oito quilos, quero ver aguentar). Mas aí lembro que ele não ter culpa de estar sendo tão chatinho, coitadinho. Persisto com ele no colo, conversando e ensinando que ele até pode dormir no colinho, mas ali, comigo sentada no sofá. Uma hora ele cede... e assim por diante.
Nem sempre a gente é a rainha da paciência. Nem sempre fazemos tudo à perfeição. Não dá pra sentir culpa por todas as coisinhas diferentes que acontecem com o bebê (por mais que a gente sempre sinta). Então, se você quer ter tranquilidade forever, nunca seja mãe! Depois da maternidade, nunca mais se é tranquila por inteiro. Os seus momentos de tranquilidade, mesmo quando a criança está dormindo, passeando com o papai ou na casa dos avós, não são plenos. Acostume-se. Você está sempre pensando a longo prazo: quantas fraldas ainda tem, quando é a próxima consulta no pediatra, qual das fraldas descartáveis pode estar piorando a assadura, se o quarto está bem limpo, se mandou roupas o suficiente na bolsa para o passeio... é uma neurose sem fim. Mas é muito gostoso... a gente nunca se arrepende de ter optado por esse caminho. Afinal, quem é que precisa de tranquilidade para sempre?
=)




3 comentários:
Nota DEZ, mamãe!
Verdade, posso imaginar isso, e essa perda de tranquilidade sempre me assustou muito. Mas tenho certeza que compensa muito, que a felicidade é imensamente maior... Mandinha, teus textos estão maravilhosos, me ajudam a ter uma ideia do que irei sentir e viver também, em breve. Bjão, Deisi.
Amanda!!!
ADORO TDS TEUS TEXTOS, MAS ADOREI ESSE!!Meus bebes ja cresceram o David 21 e a NAtasha com 17 anos...como vc falou as preocupações mudam,porem continuamos...com os mesmos cuidados...bjus
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