quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vida de Mãe


Você, que já tem filhos, provavelmente vai se identificar com alguma das situações que eu vou descrever aqui. E você, que está grávida ou está pensando em engravidar, vai ficar apavorada ou duvidar de mim. É claro que cada mãe reage de uma forma e tem suas próprias manias ou sua maneira de lidar com as situações que a maternidade, desde o parto, apresentam à sua vida... mas é difícil ser MUITO diferente disso.

Vejamos:

- O mundo ficou súbita e terrivelmente mais perigoso, agora que você tem um bebezinho nos braços. Às vezes você tem vontade de se esconder com ele em algum lugar "seguro" (existe isso?), para ter certeza de que um temporal não vai causar um destelhamento no seu prédio, de que uma simples volta de carro não vai terminar num assalto ou com uma bala perdida ou de que o ato de enfiar o nariz fora do quarto dele já o estará expondo às bactérias da sua casa, por mais limpa que ela esteja. Parece exagero, né? Deixa o seu filho nascer... você até pode se sentir ridícula, mas não vai dar tempo de filosofar sobre isso. As mães do mundo todo, certamente, são as torcedoras mais ferrenhas pela paz mundial. Vontade de se mudar para o País das Maravilhas não falta, o problema é que a gente não pode criar os filhos numa redoma. Você não foi criado(a) assim, foi? (...foi? Bom, mas em algum momento você teve que sair dela, certo?)

- Você não tem mas tempo pra nada. Nem para pentear o cabelo. SÉRIO, é assim mesmo. Eu já aderi ao coquinho básico, que mantém o cabelo bem preso e eu não corro o risco de parecer uma bruxa escabelada, ou de o Caio se dependurar no meu cabelo durante a troca de fraldas ou o banho. Antes de ele nascer, eu comprei alguns esmaltes daquele tipo camada única, pensando que, em algum momento da semana, iria conseguir deixá-lo com o Eduardo e pintar as unhas numa velocidade master. RÁ! Eles certamente estão estragando lá, dentro da minha caixinha de manicure. E roupas? Faz uma semana que eu fui ao shopping com a minha mãe para comprar algumas blusinhas e vestidinhos que me sirvam e, claro, que tenham botões na frente ou que sejam bem maleáveis e não estraguem quando eu tiver que amamentar. Mas em casa, com ele, não dá outra: camisolas e pijamas (nesse calor, no auuuuge do calor, eu ficava só de roupa de baixo mesmo, com as janelas fechadas). É mais prático assim, pois você recebe tantos banhos de leite, xixi e cocô, que não vale a pena colocar uma roupa bonita por dia. Ou colocar uma roupa, às vezes. Aí, você deve estar se perguntando como eu acho tempo para postar no blog, certo? Ora... às vezes, amamentar pode ser meio tedioso! Ou mesmo quando o Caio pega no sono: até ele "ferrar" bem, eu sento na frente do computador e fico tendo as minhas ideias mirabolantes. Ou ainda, de madrugada, quando eu já troquei fralda e já dei mamá. Tudo isso com uma mão só. Já tô craque em digitar rapidinho só com a mão esquerda ou com a direita, mesmo, que eu pouco uso.

- Você adquire super sentidos! Avista um mosquito a vários metros, sente odores suspeitos (de dentro e de fora da sua casa, seja do seu filho ou não) e tudo, absolutamente TUDO se torna mais barulhento. Nas primeiras semanas do Caio houve uma exposição da Base Aérea aqui de Canoas e os aviões ficaram passeando pelo céu por dias. Juro por Deus, eu tinha vontade de ligar pra lá e xingar até a décima quinta patente deles. E, há poucos dias, tinha um vizinho acelerando sua moto embaixo da minha janela (veja bem, eu moro no QUINTO andar) e o Caio estava dormindo no berço. Contei até cinquenta pra não gritar, pela janela, se ele não tinha outro lugar pra fazer essa me***! Agora, por exemplo, meu filhote também está dormindo no bercinho, e eu estou digitando devagar para fazer o mínimo de barulho possível com as teclas, já que o computador é no quarto dele.

Você reclama do cansaço físico e mental causados pelas demandas do bebê. Engana-se quem pensa que a licença-maternidade é um período de férias estendido. É um emprego do qual você não se livra nunca, trabalha 24 horas por dia e o seu pagamento é em sorrisos, suspiros de satisfação ou o sono tranquilo do seu filho. Você não pode ficar doente, ninguém está apto a substituir você. E, por mais que você resolva esticar o sono ou dar um passeio com o eu marido e deixá-lo na casa da vovó, com toda a segurança de que sim, ele estará bem, sua antena materna não desliga e você não relaxa. É como se, em comparação ao seu emprego mesmo, você tivesse deixado algo importante por fazer. Mas você adora... jamais vai pedir demissão ou aumento de salário. Nem será despedida. É vitalício e estável como um cargo público. É a melhor coisa do mundo.

Tudo isso tem uma LIGEIRA melhora à medida que os filhos vão crescendo. Note a caixa alta na palavra ligeira: é proposital. As preocupações só mudam de característica. A "preocupada", no caso você, não muda nunca. 
Isso tudo não é nada perto do turbilhão de sensações que a maternidade traz... mas já deu pra ilustrar o caminho de toda mãe: amar seu filho mais que tudo no mundo, fazer de tudo pelo seu bem estar, pela sua segurança e, claro, pela sua felicidade. A dele sempre será a sua.



=)

1 comentários:

ivonete disse...

Adoreiiii o Seu blog Amanda....
Verdade tudo o que você coloca aqui dez da gravidez até hoje supre verdade super igual a mim.
mais amamos muito esses momentos não tem momento melhor do que esses.
Beijos e boa sorte pra você..

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