Pois é. Quando se descobre a gravidez, a gente descobre, também, que a contagem de semanas é muito mais eficiente e emocionante do que a de meses. Afinal, as pessoas querem saber: "com quantos meses você está"? E você não quer passar quatro longas semanas dizendo que está com "quatro meses", por exemplo. Ora, está com dezessete semanas! Dezoito, dezoito e três dias, poxa! Contar assim, precisamente com os dias, inclusive, faz com que você tenha a noção de que o tempo está, SIM, passando! Você não parou no tempo, não está retrocedendo... o seu bebê está crescendo na velocidade certa! Você é que está neurótica com o calendário nas mãos. Isso não é nada: deixa chegar as trinta semanas... você se sente muito pertinho daquele momento que vai mudar a sua vida... mas os hormônios não te ajudam, não. Trinta e duas, trinta e três... e parece uma eternidade! Pra ajudar, você tem umas três ou quatro amigas grávidas ganhando seus bebês nessas semaninhas antes do seu parto, mais umas quantas pessoas curtindo ou comentando no Facebook as fotos dos bebês dos amigos de seus amigos e conhecidos... e você começa a entrar em parafuso. É... daqui a pouco é a sua vez! Mas ANDA LOGO, pôxa! Ou melhor... espera só mais um pouquinho, filho, que agora eu já não tenho mais tanta certeza assim de que estou preparada... ô, vida difícil essa de grávida, com os nervos à flor da pele e nada para fazer nessas últimas semanas tão irritantes!
Mal sabe você que, a partir do momento em que seu filho nascer, você vai iniciar uma nova contagem. No início, ela até é em semanas... até o segundo mês. Depois, quando as pessoas perguntam quanto tempo tem o seu bebê, você até para pra fazer as contas. Os dias são corridíssimos e você está tão absorta nos cuidados com o seu filho que, também em razão da licença maternidade, nem olha para o calendário. Não sabe que dia é hoje, da semana, do mês. E a sua criança cresce tão rápido, mas TÃO rápido, que você podia jurar que ela continuava tendo um mês ainda ontem! Deus, como é rápido! Ontem você estava cuidando para não deixar o pescocinho bambo; hoje, ele já quer ficar com a cabeça erguida e reclama se você o deita no colo se não for para mamar. Ontem você comprava fraldas P e conseguia desviar os olhos do trocador para pegar algo um pouco mais distante; hoje, tem dúvidas de até quando a fralda M vai caber e pensa seriamente em brinquedinhos pra ele segurar enquanto você troca a fralda. Ontem você se animava com um sorrisinho a cada duas horas... hoje ele sorri o tempo todo, e você continua animada, claro, mas já se acostumou a acordar como uma rainha, recebendo todo o amor e a atenção em forma de um pinguinho de gente, a trocar fraldas cantando músicas infantis, fazendo palhaçadas e sendo brindada com sorrisões e gritinhos e a ter que segurá-lo bem mais firme na banheira, pois o danadinho aprendeu a usar os pezinhos para tomar impulso e te dar um banho básico. Ontem... ontem nada, passaram-se meses e você não percebeu. Quando menos espera, você se dá conta de que passaram-se doze semanas... aquelas mesmas temidas doze semanas que se arrastaram para passar quando você descobriu que carregava o seu pequeno milagre. Você comemorou quando elas chegaram, certo? Hoje, você comemora, claro, mas com uma nostalgia incrível...
A verdade é que, a partir da grande descoberta, seu filho nunca mais vai parar de crescer. É a lei da vida, muito mais forte do que a sua vontade de querer tê-lo para sempre debaixo da sua asa. Quando a sua mãe dizia isso pra você, não dava para entender, certo? Agora você entende... e até fala como ela. Os filhos crescem, não adianta. O importante, o mais importante de tudo, são duas coisas: 1 - Você vai querer curtir cada fase desse crescimento, mesmo sentindo falta do que já passou e curiosidade pelo que vem pela frente; 2 - Ele vai continuar te amando, do mesmo jeito, não importa o tamanho ou a idade. Adoração de filho por mãe é eterna. Graças a Deus.
=)




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